Por Paulo Henrique Brunetti Cruz

A ex-primeira-dama e esposa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Maria Letícia Lula da Silva, teve a morte cerebral constatada na manhã desta quinta-feira, 02/02/2017.

Ela estava internada no Hospital Sírio-Libanês desde 24/01/2017 em razão de um acidente vascular cerebral (AVC) de caráter hemorrágico.

Cogita-se que o AVC tenha relação com um aneurisma que Marisa havia descoberto tempos atrás, que, à época, não apresentava maiores riscos e teve, portanto, dispensa de intervenção cirúrgica.

Com a melhora do quadro de saúde da ex-primeira-dama, na terça-feira (31/01/2017) os médicos retiraram-lhe os sedativos. Todavia, o quadro clínico de Marisa Letícia se agravou e ela foi novamente sedada, piorando, na sequência, até o óbito cerebral.

Doação de órgãos

Marisa deixa viúvo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além dos filhos Marcos, Fábio, Sandro e Luís Cláudio, bem como uma enteada, Lurian, filha do ex-presidente com uma ex-namorada.

A família autorizou a doação dos órgãos de Marisa Letícia.

Operação Lava Jato

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A ex-primeira-dama teve papel de destaque na trajetória de um dos presidentes mais emblemáticos do Brasil, o qual emplacou polêmicas histórias ao longo de sua história política.

Maria Letícia Lula da Silva era ré em uma ação penal na Operação Lava Jato, juntamente com o seu marido, o ex-presidente Lula.

Com sua morte, a sua punibilidade deve ser extinta (art. 107, I, CP).

Porém, por questões humanas elementares, é preciso passar o período de luto familiar para se pensar nos tecnicismos processuais da ação a que ela respondia.

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